Roraima reúne características que podem influenciar diretamente seu próximo ciclo de desenvolvimento econômico, desde a localização estratégica até o avanço da infraestrutura. Guilherme Campos, empresário, empreendedor e desenvolvedor imobiliário, nota nesse cenário um estado em que agropecuária, urbanização, investimentos e novas estruturas de suporte começam a se conectar de maneira mais intensa.
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Por que a localização de Roraima importa tanto?
A posição geográfica de Roraima ajuda a explicar parte de seu potencial. O estado está no extremo norte do país e possui fronteiras internacionais com Venezuela e Guiana, o que cria possibilidades relacionadas a comércio, circulação de produtos e integração regional. Essa característica ganha relevância quando analisada junto à expansão da infraestrutura e à busca por novas rotas de desenvolvimento econômico.
Assim como destaca Guilherme Campos, a infraestrutura energética representa uma mudança particularmente importante. A entrada de Roraima no Sistema Interligado Nacional reduziu uma das limitações históricas do estado e criou condições para ampliar atividades que dependem de fornecimento mais estável de energia. A Empresa de Pesquisa Energética relaciona essa integração à segurança energética, à sustentabilidade e ao desenvolvimento socioeconômico.
Esse tipo de transformação não produz efeitos apenas sobre grandes indústrias. Energia mais estável pode influenciar empresas de diferentes portes, projetos de irrigação, serviços, empreendimentos urbanos e atividades produtivas. É justamente essa cadeia de efeitos que ajuda a compreender por que o potencial econômico de Roraima precisa ser analisado para além de seus setores tradicionais.
O agro pode ser maior do que a produção dentro da propriedade?
A produção rural tem capacidade de movimentar uma economia muito além da porteira. Máquinas, insumos, transporte, armazenagem, serviços técnicos, comercialização e processamento formam uma cadeia que conecta o campo ao comércio e às cidades. Em Boa Vista, a AgroBV 2025 movimentou mais de R$ 100 milhões em negócios, mostrando a dimensão que atividades ligadas ao campo podem alcançar no ambiente regional.

A expansão dessa cadeia também pode estimular investimentos em infraestrutura e serviços. Quando a produção aumenta, surgem necessidades relacionadas à logística, energia, equipamentos, mão de obra qualificada e espaços adequados para armazenagem e processamento. O resultado é uma relação cada vez mais próxima entre desenvolvimento rural e crescimento urbano.
Para Guilherme Campos, que também atua no setor agro, essa conexão ajuda a interpretar o potencial regional de maneira mais ampla. Não se trata apenas de aumentar a produção, mas de observar quantas atividades econômicas podem surgir ao redor dela e como esse movimento pode fortalecer o mercado local. A expansão da produção pode estimular novos serviços, investimentos em infraestrutura e oportunidades para empresas de diferentes segmentos, criando uma cadeia de negócios mais diversificada e conectada às necessidades da região.
O que a nova infraestrutura pode destravar?
Grandes mudanças econômicas costumam acontecer quando diferentes condições começam a se combinar. Em Roraima, a integração energética ocorre ao mesmo tempo em que existem iniciativas voltadas à expansão produtiva e à atração de investimentos. O governo estadual, por exemplo, apresentou em 2026 o Investe Roraima 2030 como estratégia para posicionar o estado como polo de oportunidades, integração internacional e crescimento sustentável.
Segundo Guilherme Campos, isso muda a forma de avaliar determinados projetos. Uma infraestrutura que antes representava uma limitação pode passar a ser considerada um fator de competitividade. Empresas que dependem de energia, produção agrícola mais estruturada ou serviços especializados encontram condições diferentes quando os gargalos começam a ser enfrentados. Esse cenário também pode ampliar a segurança para decisões de investimento de médio e longo prazo.
Para acompanhar conteúdos sobre empreendedorismo, investimentos, mercado imobiliário e desenvolvimento regional, siga Guilherme Campos no Instagram @guicamposvlg.