Levantamento mostra avanço da banda larga fixa no país, com a Vivo à frente do ranking e o Distrito Federal como estado mais rápido.
A velocidade média da internet banda larga fixa no Brasil voltou a crescer e chegou a um novo patamar, segundo o Prêmio Melhor Escolha 2026. O levantamento apontou que a velocidade média da internet banda larga no país atingiu 136 Mbit/s, um crescimento de aproximadamente 11% em comparação ao ano anterior, avanço ligado ao aumento da competitividade entre provedores nacionais e regionais. Esse número não é apenas estatística: ele responde a uma dúvida comum entre quem contrata um plano de internet, que é saber se a velocidade prometida realmente chega até a casa do usuário. Para muita gente, a experiência prática ainda parece distante do que está escrito no contrato, e é justamente essa distância que o levantamento tenta medir. A metodologia usada considerou dados oficiais da Anatel somados a testes próprios feitos por operadora, o que dá ao resultado um caráter mais próximo do cotidiano de quem usa a rede todos os dias. Entender como esse número é calculado, quem está na frente do ranking e por que a velocidade contratada nem sempre bate com a velocidade sentida ajuda o consumidor a fazer escolhas melhores na hora de assinar um plano. Aranda Editora e Aranda Eventos
Como o ranking mede a velocidade real da internet no Brasil
A análise considerou dados oficiais da Anatel e uma base mínima de testes por operadora. Para o Ranking Nacional, foi exigida presença significativa em todas as regiões do país, enquanto os rankings estaduais e municipais pediram, no mínimo, 1,5% de participação de mercado e de testes no período avaliado. Esse critério evita que uma operadora pequena, presente em poucas cidades, apareça artificialmente no topo de uma lista nacional só por causa de um número isolado. A ideia é aproximar o resultado da experiência de quem realmente usa a rede no dia a dia, e não apenas do que está anunciado nos planos comerciais. Aranda Editora e Aranda Eventos
Vale explicar por que esse tipo de medição costuma gerar números diferentes dos divulgados pela própria Anatel. A agência mede a velocidade média contratada pelos usuários no momento da adesão ao serviço, enquanto rankings independentes mostram o desempenho real da conexão entregue ao consumidor. Isso explica por que um plano de 600 Mbps pode, na prática, entregar velocidades bem menores dependendo do ambiente da casa. Fatores como distância até o roteador, paredes, interferência de outros aparelhos e congestionamento de rede no horário de pico ajudam a explicar essa diferença entre o número contratado e o número sentido pelo usuário. TELETIME
Ainda assim, o crescimento de 11% mostrado pelo Melhor Escolha é significativo porque reflete uma tendência que já vinha aparecendo em outras pesquisas do setor. Quanto mais provedores investem em fibra óptica e em infraestrutura de rede, maior tende a ser a velocidade média entregue, independentemente de quem faça a medição. Esse movimento também ajuda a explicar por que o Brasil tem conseguido subir posições em comparações internacionais de qualidade de conexão nos últimos anos.
Quem lidera o ranking de internet mais rápida do país
A Vivo foi reconhecida como a internet banda larga mais rápida do Brasil, com velocidade média de 178 Mbit/s, além de ter sido eleita a mais rápida em nove estados. Em seguida vieram Nio, com 165 Mbit/s, TIM, com 152 Mbit/s, Claro, com 148 Mbit/s, e Giga+ Fibra, com 144 Mbit/s. A presença de operadoras regionais entre as cinco primeiras chama atenção, já que mostra que o mercado de banda larga fixa não é dominado apenas pelas gigantes nacionais quando o assunto é velocidade entregue. Aranda Editora e Aranda Eventos
Do ponto de vista geográfico, os resultados também variam bastante. Os estados com as melhores médias de velocidade são o Distrito Federal, com 158 Mbit/s, São Paulo, com 153 Mbit/s, Goiás, com 149 Mbit/s, Paraná, com 144 Mbit/s, e Mato Grosso, com 141 Mbit/s. Já Roraima e Pernambuco aparecem com as menores médias, de 98 Mbit/s e 97 Mbit/s, respectivamente. Essa diferença regional costuma estar ligada à presença de infraestrutura de fibra óptica e ao nível de concorrência entre operadoras em cada estado, já que regiões com mais provedores disputando clientes tendem a investir mais rápido em melhorias de rede. Aranda Editora e Aranda Eventos
Quando se olha para o mercado como um todo, outro dado chama atenção. A Claro lidera a banda larga fixa no Brasil com 10,7 milhões de acessos e 19,2% de participação de mercado, segundo o ranking da Anatel com corte de abril de 2026. A Vivo aparece em seguida, com 8,2 milhões de acessos e 14,8%, e a Oi vem em terceiro, com 3,5 milhões e 6,3%. Ou seja, a operadora líder em número de clientes não é necessariamente a mesma que aparece no topo em velocidade média, o que mostra que tamanho de base e qualidade de entrega são medidas diferentes e nem sempre andam juntas. Hardware.com.br
O que explica a diferença entre velocidade contratada e velocidade sentida
Um dos pontos que mais gera confusão entre os consumidores é a distância entre o que está escrito no contrato e o que aparece num teste de velocidade feito em casa. Segundo dados da Anatel, a velocidade média contratada no Brasil já passou de 240 Mb/s, e a agência tem como meta estratégica levar esse número para 1 Gb/s até 2027. Esse valor contratado é bem mais alto do que a velocidade média realmente entregue nos testes independentes, o que reforça a diferença entre os dois tipos de indicador. Tecnoblog
Fatores como a tecnologia dos dispositivos do usuário, o uso de redes Wi-Fi e o congestionamento das redes no momento do uso ajudam a explicar por que a experiência prática costuma ficar abaixo do valor contratado. Um roteador antigo, por exemplo, pode não suportar a velocidade total de um plano de fibra óptica moderno, mesmo que o cabo que chega até a casa esteja entregando o sinal completo. TELETIME
Por outro lado, a Anatel também vem cobrando mais transparência das operadoras nessa relação com o consumidor. Uma pesquisa da própria agência, divulgada em março de 2026, apontou que a informação entregue ao consumidor continua sendo o ponto mais crítico da banda larga fixa, mesmo com melhora na avaliação geral do serviço. Isso sugere que, apesar dos avanços técnicos, ainda falta clareza nas ofertas comerciais para que o cliente saiba exatamente o que está contratando. Hardware.com.br
Diante desses números, fica mais fácil entender por que a velocidade da internet no Brasil melhora ano após ano sem que isso, necessariamente, resolva de imediato as reclamações mais comuns dos usuários. O avanço da fibra óptica, hoje presente na maior parte dos acessos do país, tem puxado a média para cima, e a concorrência entre operadoras nacionais e regionais tende a manter essa trajetória de crescimento nos próximos anos. Para o consumidor, o recado prático é simples: comparar planos pelo histórico de velocidade real entregue, e não apenas pelo número anunciado no contrato, tende a ser o caminho mais seguro para escolher um provedor. Fontes: Anatel (anatel.gov.br), Ministério das Comunicações (gov.br/mcom) e reportagem do Hardware.com.br.
Fontes consultadas:
- https://www.arandanet.com.br/revista/rti/noticia/12557-Premio-Melhor-Escolha-2026-revela-as-operadoras-com-Internet-mais-rapida-do-Brasil.html
- https://www.hardware.com.br/artigos/quais-provedores-lideram-a-banda-larga-no-brasil/
- https://teletime.com.br/05/02/2025/entenda-por-que-a-velocidade-real-da-internet-e-diferente-da-contratada/
- https://tecnoblog.net/noticias/anatel-quer-que-velocidade-media-de-banda-larga-seja-de-1-gb-s-ate-2027/